Há algo de sublime nisso

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Apesar de decepção inicial em relação à beleza da esposa, Gastão viria a se apaixonar e amá-la até os últimos dias de vida, sentimento este correspondido por D. Isabel. Não sendo à toa que o relacionamento de ambos era pautado numa cumplicidade ainda incomum a época, como percebeu o médico particular do casal, Depaul, quando do nascimento do primeiro varão:

"Eu nunca vi um casal mais apaixonado e mais unido, eles se amam como se fossem bons burgueses. Ansioso, agitado, com suor frio na testa, o conde ia de um lado para o outro no cômodo contíguo ao quarto da esposa. Entrava a todo instante para lhe beijar a mão e recomendar que tivesse coragem, o que era desnecessário".
 
(Princesa Isabel do Brasil: gênero e poder no século XIX -  BARMAN)


 Ao ver isso me perguntei o quão essa afirmação pode ser verdadeira levando em consideração o modo de vida fingido que se levava naquela época. Até que me deparei com uma coisa: Num mundo onde o amor parece simplesmente ser um ideal mostrado por Hollywood e pode por tanto ser facilmente questionado a sua idéia vigente, bastante deturpada, muitas vezes as pessoas são impelidas a não tentarem entender o real significado desse sentimento.  
Platão diria que todos amam mas que poucos sabem realmente aonde o amor leva. Eu acredito nisso quando vejo sinais de compaixão nas outras pessoas e sobretudo quando vejo sinal de autocomiseração porque é nessas horas que percebo a insuficiência do amor. Mesmo sendo uma questão de cunho filosófico discutida e sem nenhum consenso (esse consenso existe mas na minha opinião só aparentemente), o amor nunca foi definido de fato como algo por completo inexistente. Isso nutre minha esperança  tola na vida  




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