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The Secret Universe

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Em alguma época você terá dias ruins
Nesses dias irá descobrir o quanto seus problemas são insignificantes
  na magnitude deste universo.





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Para quem não sabe o que é felicidade

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Você 
precisa 
encontrar 
um 
sentido 
para 
sua
vida
antes
que
a
vontade
de
saber
como
é
ser
feliz
acabe
por
inteiro 



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Não morra de raiva...

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espere pelo câncer...



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Todos os dias...

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Quando acordou não havia mais uma cortina anti-claridade, a janela estava entre aberta
Não conseguiu abrir seus olhos por um tempo
Então começou a dizer:
"Coloque seus pés no chão
Ele não é macio
Agora a realidade dói mais do que antes
Talvez você nunca realize aqueles sonhos que finge não ter
E porque você pensa tanto nisso agora é um momento triste
Você percebeu que virou tudo aquilo que tanto reprovava
Que não tem mais o direito de julgar ninguém
E é tão bom avaliar a conduta do outro
Talvez daqui a pouco tudo passe"





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Nota de um caderno velho

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Liberdade é ter entendimento suficiente para saber que todos estamos sendo enganados embora ninguém tenha plena consciência disso. A maior parte das pessoas são enganadas explicitamente enquanto os que sobram também são enganados, só que por outras premissas. E estes acreditam ser os únicos conhecedores da verdade. O únicos que que não são enganados. Acreditam nisso apenas pelo fato de pertenceram a alguma minoria. Mas não existe uma verdade única... Ai de mim! Gemo por todos nós.

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Eu devia ter uns 13 ou 14 anos nessa época. Queria lembrar porque que escrevi isso...






*Pintura por Alda Maria


Ninguém é tão partidário de reformas..."

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"Às vezes tenho a impressão de que estamos num quarto com duas portas, uma diante da outra, e cada um de nós pega a maçaneta de uma das portas. Um de nós pisca e o outro já está atrás de sua porta. E basta que o primeiro pronuncie uma só palavra que imediatamente o segundo fecha a porta atrás de si e não pode ser visto. (...) Se o primeiro não estivesse como o segundo, se estivesse calmo, se pretendesse apenas não olhar o outro, se ele lentamente deixasse o quarto, mas em vez disso ele faz exatamente a mesma coisa que o outro em sua porta, às vezes até ambos estão atrás das portas e o belo quarto está vazio."


"Casar-se, constituir família, aceitar todas as crianças que venham, dar-lhes apoio neste mundo inseguro e talvez guiá-las um pouco é, tenho certeza a maior meta a que um ser humano pode aspirar."

Franz Kafka 






Porque eu digo que futebol é ópio do povo?

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Porque a maior manifestação de patriotismo que temos é na copa. Porque as eleições são no mesmo ano que a porcaria da copa, e eu acho absurdo que em um ano de eleição o jornal do meu estado gaste 10 minutos falando do aproveitamento do  Esporte Clube Vitória, time da série B do campeonato brasileiro, e apenas 5 minutos contando o caso absurdo da cidade baiana que teve 11 prefeitos nos últimos 4 anos.
Porque eu vejo pais sonhando que seus filhos sejam jogadores de futebol, como se essa fosse uma carreira muito mais útil para a humanidade que a de um médico ou de um bombeiro.

Porque eu vejo uma nação idolatrando homens que não fizeram nenhum tipo de ação decente (não falo de doar dinheiro) e que na maioria das vezes não fizeram mais do que sua obrigação como podres de ricos do novo mundo. Porque eu vejo o país chamar de herói caras que se recuperam de problemas no joelho e conseguem fazer gol enquanto os rapazes que ganham olimpíadas de física, química e matemática são esquecidos. Porque os programas dedicados a esporte falam quase que somente sobre futebol, como se este fosse o único esporte decente do Brasil. Porque é ridiculamente rentável fazer o país acreditar que é bom em alguma coisa como futebol, e esquecer como ele é ruim em saúde, educação e combate a corrupção.

Porque a culpa não é do futebol. Futebol é só um esporte, nós é que somos os trouxas.


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Ser um perdedor

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Meus ossos estão quebrados
Não consigo me levantar
Mesmo se eu pudesse, simplesmente não quero mais levantar.
Por favor, deixe-me aqui.
Quietinha
No canto da sala onde caí


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Feliz Ano Novo!

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Feche seus olhos
Você esteve com seus olhos abertos ao longo de toda a sua vida
E não conseguiu enxergar a beleza dela
Então esta noite que quero que você faça algo diferente
Feche seus olhos. O que você vê?
Imagine um campo aberto
Ao longe você vê lindas flores, vê algumas árvores também.
Você está sentindo o vento no seu rosto agora
Se sente vivo?
Não é necessário mais do que isso para achar bonito
Todas as vezes que não concordar, feche os olhos.
Agora abra seus olhos
Mude antes que termine o dia
Dizem que amanhã estaremos em uma nova era
Mas estão mentindo, todo novo dia significa uma nova era
Se você quiser.
Se você não mudar hoje, não tem problema
Pode fazer muito bem amanhã
Eu terei paciência.
Estarei aqui com você
Sempre com você.
Feliz ano novo.



1º de janeiro é só um dia que vem depois do dia 31 de dezembro. E se é só um dia após o outro, toda a comemoração que existe não passa de pura convenção social ou costume, denominem como preferir. E se toda essa comemoração não passa de firula, não tem porque ser comemorado. Os segundos da virada não marcam uma mudança real de vida, mas somente a contagem de tempo. Por outro lado, essa contagem à medida que avança significa dias de vida, mas isso pode ser contado mais efetivamente no aniversário de cada um. O ano poderia ser novo em qualquer outro dia de qualquer outro mês, é só o fim de um ciclo de contagem. O que a torna especial é a crença que depositamos nisso, as promessas que fazemos e o décimo terceiro salário. Talvez escolher uma cor com uma superstição e tomar champanhe ou ter que fazer quase que obrigatoriamente uma comemoração também pesem na balança, mas se eu olhar dentro de mim mesma, vai restar de especial somente à crença de que a partir dali os próximos dias serão bons ou pelo menos melhores que os que já passaram. 










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Carta Anônima nº 3

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Cara amiga,

Você é a mulher mais forte que conheço. Se você morrer hoje e eu viver ainda por muitos anos, tenho certeza que você vai ser à mulher mais forte que eu conheci em toda a minha vida. Perceba que eu ao chamá-la de forte, não estou dizendo que é perfeita. Eu presenciei momentos onde você menosprezou algumas pessoas em detrimento do bem estar de outras. Isso, a meu ver, é deplorável embora não te torne uma pessoa ruim. E por falar em defeitos, talvez escrever esta carta seja uma puta covardia, porque sei que você não vai lê-la. Mas voltando ao seu defeito que aqui apontei, nele também eu vejo sua maior virtude: amar incondicionalmente. Há quem diga que por amor se comete os maiores erros. Eu até acredito nisso, mas por amor também se comete os maiores acertos. O próprio fato de amar já é um acerto muito grande.  E por ser capaz de amar tanto, eu digo que você é a mulher mais forte que conheço, é a mais chorona também. Se compadece muito fácil com o sofrimento alheio. Meu objetivo de vida é ter exatamente um décimo do que você teve. Enfim, não vou escrever mais. Você é a mulher mais forte que eu conheço, continue sempre assim.

Beijos,
Bianca



Foto: Um Olhar Diferente - Tina Felice, Porto Alegre/RS/Brasil.



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Carta Anônima nº 2

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Oi moço,

Se eu fosse descrever você em uma palavra seria egoísmo. Sim, egoísmo com o mesmo sentido pesado do dicionário. Eu vejo em você alguém que só pensa em si mesmo, que acha que toda bem feitoria que praticam com você é por seu merecimento. Eu presenciei várias tomadas de decisões onde o que mais pesava era a vantagem por vir. Mas eu tenho que admitir que estou sendo muito pouco flexível nesse julgamento.  Você está mudado seu jeito de enxergar o mundo. Tá aprendendo a ser adulto, a ser mais conciso nas decisões. O sofrimento é edificante ás vezes, não deveria ser, pois o papel de edificar seria mais agradável se pertencesse somente à felicidade, mas quando se está feliz é pouco provável que haja tempo pra olhar para os lados. É preciso enxergar que há outras realidades. Infelizmente nesse mundo existem pessoas que ganham em uma semana o que seus pais te dão para as despesas de um simples almoço na faculdade. Então, se quando você se formar não ganhar 7 mil por mês ainda estará sendo mais bem pago do que a grande maioria da população. Você ainda não percebeu isso, mas tem visto muitas coisas que estão te fazendo perceber que o seu tamanho em relação ao do mundo é muito pequeno.  Digo essas coisas porque acompanhei você ao longo de todo esse ano. A pessoa que eu vi no começo dele é um pouco diferente da pessoa que vejo agora. Há pouco tempo atrás você me disse que agora percebe que cada um faz o que bem entende com a sua vida. Quando eu ouvi isso, senti um orgulho imenso de você. Antes eu achava que você sempre julgava as pessoas de maneira ‘zombatória’.  E por pensar isso de você acabei me sentindo no direito de julgar de maneira caricata também, com vários adjetivos ruins. Hoje vejo como fui equivocada e peço desculpas por isso. Mas ainda digo que você é um egoísta. Talvez amanhã eu não diga, talvez amanhã eu ainda diga. Um pouco mais de tempo nessa vida e você entrará pra religião que é se tornar um ser humano melhor. É uma tarefa diária, aos poucos a pessoa evolui, mas tem dias que regride. Meu saldo de dias regredidos é maior que o de dias evoluídos, mas acho que não faz mal, o importante mesmo é a intenção. De toda forma, eu devo dizer que sinto orgulho de você e que sou sua amiga. Você pode contar comigo quando precisar. Como eu só vou estar com você agora no próximo ano, vou logo desejar um 2013 muito prospero e repleto de saúde e paz.


Abraços,
Bianca




foto: Óleo s/Tela, 2012, de Vera Braga, Rio de Janeiro/RS/Brasil



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Carta Anônima nº 1

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Oi moça,

Faz muito tempo que eu não vejo um sorriso no seu rosto. Isso me deixa triste porque aquele seu sorriso é tão lindo que viciei nele. E agora ficou difícil passar um dia sem vê-lo. Abstinência, nesse sentido, é muito ruim.  Eu queria por um pouco de alegria nesse coração, queria que um bom moço caísse de paraquedas no seu colo pra ser amor à primeira vista. Eu queria te levar pra conhecer o campo. Eu também não conheço o campo, mas nos filmes passear por ele é sempre uma experiência esclarecedora. Eu li uma vez que antigamente, diversão era reflexão e não bombardeamento de informações como tem sido hoje em dia. Então, eu só queria te levar pra conhecer a calmaria. Eu ia aproveitar pra te mostrar que as pessoas, de longe, são boas, que a vida é bela. E que crer nisso não faz de você um ser humano irracional. Você deve enxergar a vida com um pouco mais de boa vontade. Se estar com todas aquelas pessoas não te faz bem, simplesmente deixe de andar com eles, deixe de comentar sobre eles, de querer saber se eles te aprovam. Você precisa somente parar de querer aprovação alheia. Eu te amo do jeito que você é e com o dinheiro que você tem. Ano que vem eu quero ver você amando a si mesma como é e amando o pouco que possui. As pessoas não gostam de pessoas perdedoras, aprenda isso, as pessoas fingem ter pena delas, é diferente. Mostre que você está comendo bem, se vestindo bem, amando a vida como ela é. Você não precisa ter o rótulo de sofredor pra ser honesto. Não precisa sofrer mais e mais a cada ano, nem precisa ser autor do próprio sofrimento. Se não há jeito pra dar, simplesmente ignore tudo aquilo que te faz mal. Espero que no fim do ano que vem, eu possa escrever uma nova carta, agradecendo por você ter me presenteado várias vezes com o seu sorriso, e te parabenizando por você estar achando a vida bela.

Só por curiosidade, você tem o olho mais bonito que eu já vi.

abraços



foto: Retrato de moça - Almeida Junior



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Diário Crítico Reflexivo

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...sobre a disciplina de Ética em Computação...



Eu adquiri o hábito da leitura no fim do ensino fundamental, comecei com Huxley e distopias semelhantes a Admirável Mundo Novo. Eu adorava o tom crítico daquelas obras e comecei a partilhar do mesmo sentimento de “humanidade perdida” que era expresso nelas. Não demorou muito até eu achar que o pouco conhecimento que tinha valia muito e me tornava superior. 

No ensino médio mudei para uma escola maior, com uma biblioteca ampla que comecei a frequentar no segundo ano. Lá descobri, dentre outras obras, uma antologia de filosofia, e na prateleira mais abaixo, um livro chamado “O Pensamento Antigo”. Esse ultimo ficava meio escondido, perto dos livros empoeirados que falavam sobre a trajetória de Assis Chateaubriand. Seu conteúdo era basicamente sobre os filósofos antigos, dentre eles Aristóteles, foi naquele livro que eu vi pela primeira vez as palavras “Ética a Nicômanco”. Gostei bastante do conteúdo que havia naquele livro, especialmente da sessão sobre Aristóteles. A medida em que eu lia, termos como eudemonismo, foram aparecendo, mas eu era muito nova pra realmente entender o que essas coisas todas são. Eu, um amigo e um professor de filosofia monopolizamos os empréstimos daquele livro durante aproximadamente dois anos. Na verdade nem era um monopólio já que ninguém mais se interessava. Eu e meu amigo queríamos aquele livro, procuramos por ele na biblioteca municipal, na biblioteca da UEFS e na internet, mas não encontramos. No fim do terceiro ano, chegamos a cogitar um pequeno furto que passaria despercebido, visto que ninguém se importava com o livro, mas a nossa consciência não permitiu. Ironicamente, ao procurar pelo livro percebemos que ele poderia ter sido furtado por outra pessoa, provavelmente o professor, já que além de nós dois era o único que tinha um histórico de empréstimos daquela obra.

No fim do ensino médio eu já havia desfeito do pensamento de superioridade que me rondava, acabei percebendo que não importa o quanto você sabe, sempre será muito pouco diante de tudo o que existe. Passei a admirar Sócrates e a importância de saber que não se sabe que ele tanto pregava. Mas por que eu estou contando isso? Porque me pediram pra fazer um diário crítico reflexivo sobre minhas impressões a respeito da disciplina de Ética em Computação, e eu não sabia como começar, então resolvi contar qual a minha relação com o estudo da ética antes dessa disciplina.

É óbvio que o que contei diz respeito somente à definição formal, houve mais coisas, porque ética é algo que faz parte do ser humano e que está diretamente ligado as experiências cotidianas, mas eu teimava em não enxergar isso. Perceber como cada fato cotidiano é realizado mediante a ética de cada um foi à primeira coisa que aprendi com a disciplina em questão.

Eu acreditava veemente na distinção entre ética e moral. Pra mim, a primeira se referia aos princípios, ou as ações, do individuo que são movidas somente pela sua razão. E nesse contexto, moral seria a ética do individuo somada as influencias externas, aos costumes e a obediência aos costumes da vida em sociedade. Ao longo das discussões em sala de aula eu fui percebendo o quanto à ideia de um pensamento que não é influenciado pela vida em sociedade é sem sentido. Eu sempre acreditei na influencia dos fatores externos e da obediência aos costumes, mas nunca liguei isso a conceito de ética. Depois de finalmente associar todas essas coisas, ética e moral parecem ser a mesma coisa, e tudo é caráter.

Outra coisa importante foi o eudemonismo posto de maneira sutil, considerando a crença nas demais virtudes. Eu nunca “botei fé” na felicidade como um bom objetivo porque sempre achei que objetivos tivessem que ser plenos. Finalmente as coisas começaram a fazer sentido depois da definição de vícios e virtudes e da explanação sobre cortá-los e exercitá-los respectivamente. Eu vi meus colegas discutindo sobre ética, alguns deles, pessoas com as quais eu conversei sobre diversos assuntos, mas nunca sobre ética de maneira explicita. E foi então que eu percebi que conversar sobre a conduta do coleguinha é uma discussão sobre ética e possuía conceitos de ética aplicada do início ao fim. 

Eu me convenci finalmente de que minhas ações são impelidas, em boa parte, por meus princípios e meus instintos e que nesse contexto minhas virtudes devem ser exercitadas. Só assim eu serei alguém cuja inclinação maior é para o bem. Eu sabia de todas essas, toda essa necessidades, mas só enxerguei sua aplicação na vida real com as discussões em sala de aula.

Quando eu leio um livro sobre filosofia eu tomo conhecimento sobre uma teoria, uma ideia que não foi minha com conceitos que posso em grande não entender adequadamente. Quando eu me relaciono com o mundo, seja diretamente com as pessoas ou tendo um computador como intermediário, tudo o que acontece Poe a prova meus valores e virtudes e algumas coisas estimulam meus vícios, e tudo isso é ética. São os conceitos mais rebuscados que podem ser percebidos. Exercitar a catarse nossa de cada dia, é liberar a ira e a indignação, mas também é refletir sobre tudo o que sou. Fazia tempo que eu não lembrava mais disso, desde que eu deixei de ser católica e perdia a obrigação de me confessar foram poucas as vezes que parei pra refletir sobre tudo o que acontece. Presenciar discussões sobre ética aplicada, ética profissional, e sobre a conduta no universo da internet me fez analisar como me comporto nesses aspectos. Acabei identificando pontos de mudança, e comecei a tentar sanar isso.

Num curso onde a grande maioria das discussões são sobre exatas e coisas objetivas sem meias verdades, dar espaço para a expressão individual perante assuntos cotidianos é indispensável. Enfim, ensino de filosofia deveria ser obrigatório sempre. Reflexão deveria ser obrigatória sempre. Qualquer pessoa está apta a isso, mas quase ninguém faz. A verdade é que filosofia está entre a gama de conhecimentos importantes que são desprezados. As pessoas mais inteligentes que conheço não desprezam isso. De qualquer forma, me sinto muito feliz quando escuto as pessoas falando sobre esses assuntos. Deveria haver uma disciplina nesse tom a cada semestre da graduação.





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Justin Bieber

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Lembrei agora de você me repreendendo naquele dia
Disse que eu nunca deveria usar a palavra “nunca
Que a gente nunca sabe o que está por vir no dia de amanhã
Eu devo ser assim também pra palavra “sempre”?




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Interessante

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"A nossa sociedade ocidental contemporânea, apesar do seu progresso material, intelectual e político, dirige-se cada vez menos para a saúde mental e tende a sabotar a segurança interior, a felicidade, a razão e a capacidade de amor no ser humano; tende a transformá-lo num autômato que paga o seu fracasso com as doenças mentais cada vez mais frequentes e desespero oculto sob um delírio pelo trabalho e pelo chamado prazer. " - Erich Fromm

Encontrei isso em "Regresso ao admirável mundo novo", do Huxley, no capítulo Superorganização. Essa citação é feita como resposta a seguinte pergunta: "Como é que os indivíduos foram simulados pelos progressos técnicos recentes?" Depois dessa citação foi discutido sobre como a padronização dos indivíduos são um fator determinante para manutenção da ordem e ao mesmo tempo a destruição dos princípios da liberdade dentro de uma sociedade. 

Ao mesmo tempo em que esse discurso parece um clichê, é tão interessante como essa padronização ocorre de maneira sutil pois até a elite intelectual nos dias de hoje parece ter sido afetada pela uniformidade. As doenças mentais seriam uma negação a essa uniformidade que contribui para centralização do poder, e sendo assim há uma subversão entre os conceitos de normalidade e anormalidade que faz com que a anormalidade seja normal em relação a uma sociedade verdadeiramente anormal. 





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Mironga (Eu não sei)

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Para todos aqueles cuja vida não teve sua ordem alterada eu digo que existem pessoas que vivem com aparente ânimo embora carreguem no peito uma grande tristeza. Eu conheci poucas pessoas assim, mas pude notar algumas semelhanças entre elas. A principal semelhança é a capacidade de descobrir tal característica a partir do olhar. Toda vez que pessoas desse grupo se descobrem, sentem uma sensação de conforto incrível e não é necessário trocar uma única palavra para que tal sensação apareça. 

O que chamo de tristeza aqui é uma espécie de fardo que não permite a pessoa olhar outra, que não seja desse grupo, e se sentir igual. Não falo de preconceito, doença mental ou física e nem mesmo de pertencer a um grupo excluído da sociedade, falo do fardo que vejo nas costas de algumas pessoas. Se você não carrega esse fardo, nunca será capaz de entender o que ele é. 

Recentemente conheci um homem assim, desde que percebi essa característica venho analisando suas atitudes e ele tem chamado minha atenção por conseguir não ligar para isso. Eu demorei bastante tempo pra entender como ele pode fazer de uma coisa tão pesada algo tão leve, o fato é que ele é um ser humano extremamente lindo embora use de quase todas as formas possíveis para se dar bem na vida, no entanto, é muito honesto. Ele consegue esconder sua dor de maneira tão convincente que até outro dia eu achava que o prêmio de melhor fingidor deveria vir para mim. Hoje vejo que fui desbancada e sinto inveja por isso. 

Logo que o conheci eu achava que todas as suas atitudes eram características de alguém cuja capacidade intelectual não conseguiu ultrapassar a de um moleque de 13 anos. Todo o seu discurso baseado em originalidade e individualidade como forma de expressão me pareciam batidos. Desde que conheci um autor que dizia que os seres humanos são quase todos iguais possuindo apenas milimétricas diferenças desacreditei totalmente no discurso da originalidade. Mas o fato é que se isso ainda está presente nos ideais transmitidos aos pré-adolescentes é porque se faz necessário como forma de alienação juvenil, assim como é necessário o ensino das “sete palavrinhas mágicas” as crianças mais novas. Todo mundo sempre esquece ou desacredita nessas coisas depois de algum tempo, mas esse cara não. Ele conseguiu fazer disso uma maneira confortável de viver. 

Ultimamente eu tenho analisado como alguns princípios são descartados ao longo da vida, desde a crença num entidade divina até a necessidade de não pisar no pé do coleguinha. Descobri que para pessoas do grupo em questão, essas crenças nunca morrem. São conservadoras, simples, e de alguma forma religiosas. São muito inteligentes também, não necessariamente pra tirar notas boas, mas sim em sua percepção da vida.  Eu me pergunto por vezes se essas características agravam a situação? Desde que eu comecei a analisar este cara eu vejo que todas as coisas podem ser subvertidas, inclusive o conservadorismo, mas não uso a subversão como algo ruim aqui. O peso simplesmente cabe a quem quer carregá-lo. Se tem uma coisa que ele tá me ensinando, é que é preciso por pouca coisa na mala, que quanto mais leve o peso mais alto o salto. Um dia eu chego lá... 





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Não conheço, mas amo

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(A palavra amor está sendo mau empregada) 
Coloco aqui fotos de algumas pessoas que eu gosto muito embora não conheça 



Antonio Abujamra
Pelo humor, pela irreverência e pelo gemido no início de cada Provocação...



Fiódor Dostoiévski
Pela sua maneira de descrever as coisas, porque eu chorei lendo a descrição da dor da mãe de Sônia após a perda do marido...




Aldous Huxley
Porque tudo começou com ele, eu comecei aos 13 anos com Admirável Mundo Novo. Porque eu devo minha visão de mundo a ele...



Palmirinha Onofre
Porque é um ser humano fofo, porque eu chorei vendo uma entrevista dela no programa do Jô. Porque eu amo toda mãe que coloca educação na vida dos filhos como prioridade...




Fernando Sabino
Só porque nasceu homem e morreu menino...



Martin Page
Pelo humor, pela originalidade e por “Como me tornei estúpido”...



Ana Maria Braga
Não sei o motivo do meu amor por ela, mas é uma figura cativante justamente pelas suas bobagens...



Abigail Breslin
Pela expressão dela em Little Miss Sunshine...






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Shoes

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Sabe Deus como eu queria não ser tão fútil, mas sapatos já são um mal necessário e acessar sites de moda e de tendências deste tipo é um passatempo (espero que seja assim para todas as mulheres eu tenho que acreditar que os padrões de beleza e a ditadura da moda não influenciam só a mim). Felizmente vivemos num universo capitalista e a Google se aproveita bem disso incentivando o uso de propagandas nos blogs e sites da vida. 

Pois bem, clicar nos links é como comer o fruto do pecado. Você entra num blog de moda, logo aparecem propagandas de lojas oferecendo sapatos e roupas, você clica na porcaria do anuncio e é levado a um universo mágico cheio de sapatos lindos, você vai olhando, olhando, olhando, olhando, olhando... até que fica perdidamente apaixonada por um par de sapatos lindos e não tão caros. Só que você é pobre, e como todo pobre esperto não pode sair comprando assim, acaba saindo da página. Agora a Google sabe do que você quer, e vai te infernizar com isso. Se ela não conseguiu filtrar o produto que você gamou ela vai te mostrar propagandas da loja responsável pelo anuncio que te levou até a mais nova paixão de sua vida. Se ela conseguiu identificar a sua paixão, você está ferrado, pois a Google vai tratar de te mostrar ele até nos anúncios do Youtube. 

Aí você vai acabar comprando nesse link mesmo sem pesquisar o melhor preço nem nada, ou vai comprar o produto na primeira loja em que você achá-lo. Se você não comprar vai fortalecer a sua vontade de ter o produto em uma situação futura e provavelmente não vai desperdiçar quando aparecer uma situação oportuna. Vale salientar que em qualquer uma dessas maneiras o universo vai ficar feliz. Não importa se é um sapato, um HD externo ou um livro o ‘capitalismo’ sempre faz o seu trabalho... 





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Eu consigo distinguir as cores mãe...

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Eu posso fazer algumas coisas que você não vai gostar mãe? Eu posso só beber um pouquinho e sair por aí fazendo as piruetas que nunca tive coragem de aprender a fazer? Eu tinha muito medo de cair naquela época e era só por isso que eu não levantava minha voz. Mas depois que eu percebi que o papai é um safado eu quero me aproveitar de todos os homens antes que eles façam isso comigo. Não quero ser puta, só quero viver. Eu quero me jogar no rio sem ter medo dele ser fundo demais. Eu vi o que aconteceu com a Ritinha, ela fez demais o que os outros queriam e agora cria quatro filhos muito bem amamentados. Eu quero ser mais alta que a senhora sim, é só que eu não quero olhar pra minhas fotos com paisagens bonitas ao fundo sem ninguém do lado. Eu vi o que aconteceu com a Joyce, o que fizeram com a cabeça dela depois dos remédios não é de Deus. Por isso escondo muito bem minha doença. Eu quero morrer sem sentir dor mãe, só não quero morrer antes de ir a Los Roques. A vida seria muito dura se não me desse o direito de ver aquele lugar. Eu tenho que sentar naquela areia um dia, então, por favor, não se poupe do sofrimento que é me deixar ir embora.



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Dedication

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