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Sobre





A tese, seguida pela antítese, e depois pela síntese ressalta a ideia de que as coisas se afirmam, se negam e se superam. Cada coisa no seu tempo e nenhuma questão deve ser tomada de maneira isolada. Isto não se aplica somente a questões ligadas ao conhecimento, nem tão pouco se resume apenas à dialética. Acreditar que tudo está interligado é uma crença, e se aplica a todas as coisas da vida.
Este não é um blog de utilidade pública. Se você veio parar aqui, só há duas possibilidades disso ter acontecido: ou você me conhece e eu acabei mostrando meu blog, ou você estava procurando algo de lógica hegeliana no Google. Se foi o primeiro caso, sinta-se a vontade para não gostar do conteúdo, mas saiba que vir aqui é o tipo de coisa que a pessoa deve merecer para conseguir, é como contar segredos da minha vida, se você me conhece bem vai saber disso no primeiro post que ler. Se o que lhe trouxe aqui foi a segunda opção, só posso dizer: sinto muito, há pouca coisa sobre Hegel aqui embora eu admire profundamente.











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Minha herança

Talvez eu nem mesmo tenha filhos, mas se os tiver guardo coisas que marcaram minha infância pra que eles possam ver. Sem muita presunção de querer provar como “as coisas no meu tempo eram melhores”, meus avós também dizem a mesma coisa e no fim esse sempre será o comentário que vai acompanhar as histórias alegres de infância de qualquer adulto. Como hoje é dia das crianças, estava lembrando desse meu hábito. Todas as coisas que seguem na lista abaixo tem uma história comigo, não pretendo contá-las por inteiro mas todas elas arrancaram sorrisos de mim e considero incríveis até hoje. O engraçado é que hoje eu olho as coisas, julgo elas como boas ou ruins mas naquela época nenhum conceito de qualidade era levado em consideração ainda assim tudo isso contribuiu pra o que me tornei. Não descrevi nem a metade de todas as coisas que se dividem entre um porta cd, uma gaveta e uma caixinha cheia de quinquilharias que to guardando para fazer minha herança...




1. Chaves

Assisto isso desde que m…

Eu já tenho Religião (folheto de crente que recebi hoje)

"Num de seus espetáculos de circo, Mazzaropi, o comediante, pôs-se a ensinar como chegar à lua. Ele dizia que em uma noite de lua cheia bastava pegar alguns bambus bem grandes, emendá-los e assim chegaríamos lá. É lógico que todos riam de sua inocência. 
Mas o que esta estória tem a ver com religião? A ingenuidade. Muitos religiosos são tão ingenuos quanto aquela criança que tenta alcançar a lua com varas de bambu.  Eles pensam que podem chegar até Deus acendendo velas, através de rituais ou ídolos inanimados...."





Rita

Existe um limite entre aquilo que se é e aquilo que se vê. Avatares são sempre bonitos e mesmo assim Rita era daquelas que se espremiam no mundo como se ali não houvesse lugar pra ela.

Ela era tola, feia, pequena e não fazia parte do seleto grupo de pessoas que nascem com a bunda virada pra lua. Descobriu isso no dia em que conheceu seu pai. Senhor polido, classe média alta. Na verdade um velho barrigudo e miserável que tinha no dinheiro toda a auto afirmação necessária para justificar seu comportamento egoísta.
Aquele velho olhara pra ela com cara de desapontamento. Se Rita tivesse cara de rica provavelmente teria ganho um abraço e um cheque com dinheiro pra pagar suas dívidas. Mas Rita era preta, cabelo duro e nariz de taboca.   Difícil acreditar que alguém como ela era filha do senhor polido, velho barrigudo, também preto e com nariz de taboca, porém rico.
Rita era daquelas que acreditavam nos princípios fundamentais: amor, esperança, felicidade... Mal sabia ela que riqueza provenien…