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Indolor



O tempo passa, isso é uma realidade, mas sua ferocidade é mais marcante que sua rapidez. O que seria o tempo se não uma sucessão de acontecimentos relativos a cada ser humano?



As vezes me faço a mesma pergunta de Santo Agostinho: “O que é, efetivamente, o tempo?” Será o dia e a noite? Mas essas são só as nossa subdivisões - “nem sempre quando é dia está claro nem sempre é noite e está escuro”- não há certa divisão a não ser a do relógio criada pelo próprio homem. Este ao não saber definir decidiu se guiar, e acreditar assim que possui o controle de um muitas vezes inimigo que nem ao menos sabe quem é.

Dividimos o tempo, na verdade dividimos a vida em etapas, que esperamos concluir em séries de 60 segundos ou de 24 horas assim como os preguiçosos em seus exercícios físicos: uma etapa de cada vez. E para aqueles que carregam a vida como se carrega um fardo, essa é uma maneira de torná-la quase INDOLOR...




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Minha herança

Talvez eu nem mesmo tenha filhos, mas se os tiver guardo coisas que marcaram minha infância pra que eles possam ver. Sem muita presunção de querer provar como “as coisas no meu tempo eram melhores”, meus avós também dizem a mesma coisa e no fim esse sempre será o comentário que vai acompanhar as histórias alegres de infância de qualquer adulto. Como hoje é dia das crianças, estava lembrando desse meu hábito. Todas as coisas que seguem na lista abaixo tem uma história comigo, não pretendo contá-las por inteiro mas todas elas arrancaram sorrisos de mim e considero incríveis até hoje. O engraçado é que hoje eu olho as coisas, julgo elas como boas ou ruins mas naquela época nenhum conceito de qualidade era levado em consideração ainda assim tudo isso contribuiu pra o que me tornei. Não descrevi nem a metade de todas as coisas que se dividem entre um porta cd, uma gaveta e uma caixinha cheia de quinquilharias que to guardando para fazer minha herança...




1. Chaves

Assisto isso desde que m…

Eu já tenho Religião (folheto de crente que recebi hoje)

"Num de seus espetáculos de circo, Mazzaropi, o comediante, pôs-se a ensinar como chegar à lua. Ele dizia que em uma noite de lua cheia bastava pegar alguns bambus bem grandes, emendá-los e assim chegaríamos lá. É lógico que todos riam de sua inocência. 
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Invisibilidade

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